Fala pessoas!
Bom, pra ser sincera eu não fui muito justa com o nome de minha postagem.
a verdade é que eu não sei como escolher, e pode crer, eu odeio não saber. Faz 2 anos que venho pensando nisso, e tenho me desesperado bastante, admito. pois tudo o que eu descobri é que queria ser escritora. minhas habilidades com história, gostar de ler, escrever e minha fértil imaginação me provaram isso. o problema é que eu sei que existe um risco muito grande: meu livro flopar. um risco real que todos os escritores um dia já temeram.
Mia, você esta me dizendo que devo parar de pensar em seguir minha carreira dos sonhos apenas por que você desistiu? Não. Eu não desisti, e não. Você não deve parar de pesar em seguir seu sonho. Se estiver pensando em ser escritor como eu você precisa arranjar uma profissão para se sustentar, como garantia. afinal, ninguém deseja viver na pobreza certo?
Eu me lembro como se fosse hoje, afinal foram a apenas alguns meses atrás. Eu estava ficando louca, chegava a chorar. Tudo o que eu podia pensar que seria perfeito para mim seria escrever. Definitivamente é isso o que eu quero fazer. Mas, o que mais? Como vou me garantir? No que eu sou boa além de escrever? Essas perguntas me atormentavam e toda vez que meu coração viajava maquinando meu futuro dos sonhos o meu cérebro me puxava de volta a razão. de volta a aquela incógnita dos infernos.
Daquela vez não percebi. mas meu amigo me disse algo muito importante. Estávamos conversando por whatsapp e ele me disse: "o que você tanto faz que te faz demorar tanto ao me responder?" "desculpa, é que eu to fazendo uma edição aqui no photoshop, se eu parar do nada perco as idéias." "caraca, tu só vive em editor! Vai ser fotografa, garota!". Obvio que eu já havia percebido que eu gosto muito mais de ficar atrás da câmera que na frente dela. eu apenas considerei esta possibilidade depois. a noite, quando novamente meu coração começa a viajar em um futuro dos meu sonhos. E as cenas passam como um filme em minha mente. Uma versão minha só que grande, com 2 filhos lindos, casada com um cara legal, engraçado e obvio: lindo também (isso por que é o futuro dos sonhos, e ninguém sonha em se casar com alguém feio, mas beleza é dispensável).
Minha imaginação me fez quase ver a cena, eu vendo da janela meus filhos brincarem de futebol com o pai. a tarde, com o sol que aparace depois da chuva. a bola passou na lama. Mas eles não ligaram, continuaram jogando eu podia ver com clareza a felicidade em seus rostos. sujaram sua roupa de lama, e caíram muitas vezes nela. Meu cérebro pensou em chama-los para dentro, eu abri a boca e puxei ar, mas meu coração puxou-o me fazendo fechar a boca e sorrir. Minha mão se leva devagar até a câmera da nikon. Eu me preparo para tirar a foto. e aperto o botão de disparo. minhas lembranças vêm a tona. me lembro de quando eu peguei uma câmera profissional pela primeira vez. Primeira aula do curso de fotografia, e momentos marcantes como esse. de repente eu já não estava mais em minha casa. e sim no meu trabalho. segurava uma câmera na mão e deixava meu coração e meu cérebro trabalharem juntos sem brigas. Eu imaginava diferentes ângulos para tirar as fotos da modelo a minha frente. Dava algumas instruções. Deixava saber o que estava em mente, eu sorria enquanto falava. Ela entendeu o que eu queria. E fez exatamente. As fotos saíram muito boas, eu havia me superado.
Já não havia modelo a minha frente, mas sim um computador. Estava aberto no photoshop. Eu encarava uma foto em buscas de ideias. Defini um objetivo: a foto tinha que ser perfeita, mas a humanidade da modelo precisava aparecer. Estava a mim deixado o poder de transforma-la em uma barbie, ou em deixa-la como um humano normal. Sorri ao ter ideias sobre o que fazer exatamente. Meus olhos brilhavam e meu sorriso se alargou ao ver meu trabalho feito. não havia erros. E eu estava feliz.
Agora, eu estava em meu escritório. Sentada a frente de um notebook. Ouvia o barulho da televisão. Passava algum desenho e eu podia ouvir a risada dos meus filhos. Talvez eu pensaria em ir até a porta e pedir que eles rissem mais baixo, mas isso não foi necessário. Logo minha mente já estava vivendo a personagem. Eu escrevia exatamente como eu me sentiria se a situação que eu estava criando estivesse acontecendo comigo. Era exatamente isso que eu queria que os leitores fizessem: se identificarem, viajassem, assim como eu viajo lendo livros. e então escrevi a ultima palavra do capitulo. Voltei a realidade, sendo despertada pelo meu filho mais novo. ouvi o garoto dizer:
- mãe... ta dando aquele desenho que você gosta. você não vem ver?
- Cole, eu tenho que terminar isso aqui e... -olhei bem para o rosto do meu filho, e meu coração e cérebro falaram juntos: "vai... vai ser melhor pro garoto e para você."- quer saber??? eu vou sim. -fechei o notebook. Indo até o garoto.
Chegando à sala e me sentando entre os dois meninos. Pego o balde de pipoca do colo de Dalton, que ria descontroladamente. me fazendo rir também.
Bom, nessa hora meu irmão entrou em meu quarto me despertando de minha viagem, me impedindo de dar um final mais bonitinho a esse texto... mas tudo bem, eu percebi que meu coração e cérebro podem trabalhar juntos. E uma prova disso é que minha mente não me puxou de volta a realidade. Acho que pode acontecer. E desde então, meu desejo de ser fotografa apenas aumenta.
Se você tem problema com isso, não se desespere. É sério não faça como eu. Pode relaxar. Se fizer as pressas e escolher o futuro errado vai ser bem pior. Não é um jogo. Está escolhendo o que fazer por toda a tua vida. E já que é a sua vida tem todo o tempo que precisar. esqueça o dinheiro, preste atenção no que você ama. no que se da bem. E se você não ama ou se da bem com nada procure novos hobbies. Quem sabe você não vá trabalhar com isso?
Ta afim de sorrir hoje? sim??? então Smile, Avril... e que se dane se a música é velha!





Caramba, que texto gigante! sério que você imagina tudo isso??? cara, tua imaginação é muito maneira!
ResponderExcluir